Por Nyssio Ferreira Luz

06/01/2010

O advento da globalização coadjuvado pelo desenvolvimento da tecnologia da informação acirrou a competição entre as empresas e profissionais. O aumento da demanda dos clientes por níveis de serviços cada vez mais elevados leva as organizações a efetuarem suas operações com maior eficiência e eficácia. A logística, que até recentemente era tratada como centro de custos, passa a ser gerida como centro de resultado nas empresas líderes e nas de classe mundial, deixando a pecha de “vilão” e passando a “mocinho”.

Essa mudança de cenário obviamente foi orquestrada e operada por profissionais, dentre os quais o de logística, que passou a ser requisitado a opinar sobre as decisões estratégicas da empresa e até mesmo participar de sua formulação. Além desta participação no nível estratégico, ele teve suas responsabilidades aumentadas também no nível operacional, na medida em que passou a “enxergar” toda a extensão das cadeias de distribuição de suas áreas de negócio.

No contraponto destas mudanças está a competência do profissional de logística, que passa pela sua formação acadêmica e pela sua experiência. No Brasil, a grande maioria destes profissionais não tem a formação acadêmica adequada para suportar este novo espectro de responsabilidades. Some-se a isto que a consciência da maioria dos nossos empresários ainda está muito aquém no que diz respeito a entender, valorizar, apoiar o crescimento, capacitar e remunerar adequadamente estes profissionais.

Assim a capacitação do profissional de logística é proporcionada em número bastante reduzido pelas empresas líderes, ou pelos próprios profissionais na busca constante do aprimoramento. No primeiro caso trata-se de um grupo seleto de empresas que vêm no profissional de logística o seu valor adequado e, portanto, investem em sua formação. No segundo caso, os profissionais procuram por mais conhecimentos, têm grandes dificuldades em aplicá-los em suas empresas e quase sempre buscam novas opções de trabalho, por não serem reconhecidos. Ë comum ouvirmos a argumentação do empresário míope que afirma não investir na capacitação de seus empregados, com receio de perdê-los para a concorrência, numa desculpa velada para não valorizá-los.

Da mesma forma que as empresas desenvolvem técnicas de retenção de clientes, é fundamental que adotem técnicas para a retenção de seus talentos humanos, dentre as quais o apoio irrestrito a capacitação merece destaque. Usar de argumentos frágeis para não investir na capacitação de talentos é o mesmo que enxergar a Logística como atividade meramente responsável pelas atividades operacionais de transportes e armazenagem.

Nyssio Ferreira Luz – nyssio@ibralog.org.br é Diretor Presidente do IBRALOG. Formado em Engenharia Mecânica pela UFMG com especializações em Projetos Industriais, Gestão de Materiais, Manutenção Industrial e de Equipamentos Móveis, Suprimentos e Logística Empresarial.

 Publicado por: Franciane Braga

 

INDICADORES LOGÍSTICOS

maio 21, 2010

 

Por Hélio Meirim

08/05/2010

Junto com meus alunos , estamos estudando a importância dos indicadores de desempenho na área de Logística.

Como a área de Logística é uma área prestadora de serviços, devemos sempre estar medindo o desempenho, pois somente assim temos a oportunidade de atuar nos desvios que possam estar ocorrendo.

Os principais indicadores usados em logística devem ter foco em:

* Atendimento de pedidos
* Gestão de Estoques
* Produtividade do Armazém e da Equipe
* Desempenho de Transportes

No entanto, com base no que venho tendo a oportunidade de aprender ao longo dos anos, gostaria de deixar algumas dicas para os que desejam implementar indicadores logísticos em suas organizações: Vamos a elas:

* Verifique muito bem o objetivo do indicador. Medir só para ter um indicador sem ter nenhuma ação para tomar não vale de nada;
* Identifique se o indicador agregar valor ao cliente. Muitas vezes vejo empresas com centenas de indicadores que existem para atender alguma “vaidade” do gestor;
* Reduza o número de indicadores de gestão. Acompanhe os VITAIS. É impossível gerenciar bem dezenas de indicadores;
* Avalie as fontes de dados que servem de base para geração dos indicadores. Se as fontes não forem confiáveis, suas decisões não serão adequadas;
* Divulgue, sempre que possível, o resultado dos indicadores para toda a equipe (uma boa forma é o quadro de gestão a vista).
* Se seus indicadores são relacionados a desempenho de fornecedor, explique a ele (fornecedor) os critérios de avaliação e as políticas de ônus e bônus caso hajam;
* Procure estabelecer indicadores para os níveis estratégicos (números mais macro), níveis táticos (mais detalhados) e nível operacional (mais detalhe ainda);
* Procure automatizar o máximo possível a geração e avaliação dos indicadores. Manusear dados normalmente geram problemas;

Para finalizar gostaria de deixar aqui um ditado que carrego comigo a muito tempo. Ele diz que “medir é importante pois não se mehora o que não se mede”. Logo, precisamos sempre ter indicadores para entendermos onde estamos, onde desejamos chegar e o que precisamos fazer para chegar lá.

Um forte abraço,

Hélio Meirim é Mestre em Administração e Desenvolvimento Empresarial, tendo MBA em Marketing, Logística, Análise de Sistemas e Docência Superior. Atuou por mais de 15 anos, como executivo de Logística, em empresas nacionais e multinacionais tendo desenvolvido projetos no Brasil, Chile, México, Estados Unidos, Portugal e Espanha. É Consultor da HRM Logística e Professor Universitário em cursos de MBA, Pós-Graduação e Graduação.
 

Publicado: por Franciane Braga

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